O Último Feriado 5 de Outubro, este ano 2012 :o( Saibam o significado para este dia tão IMPORTANTE para nós Portugueses e ELIMINADO por outros.... Será justo? Estão de acordo? Podem comentar!!!


A Implantação da República Portuguesa foi o resultado de um golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português que, no dia 5 de outubro de 1910, destituiu a monarquia constitucional e implantou umregime republicano em Portugal.

A subjugação do país aos interesses coloniais britânicos[1], os gastos dafamília real[2], o poder da igreja, a instabilidade política e social, osistema de alternância de dois partidos no poder (os progressistas e osregeneradores), a ditadura de João Franco[3], a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade — tudo contribuiu para um inexorável processo de erosão da monarquia[4]portuguesa do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, souberam tirar o melhor proveito[5]. Por contraponto, o partido republicano apresentava-se como o único que tinha um programa capaz de devolver ao país o prestígio perdido e colocar Portugal na senda do progresso.[6]

Após a relutância do exército em combater os cerca de dois mil soldados e marinheiros revoltosos entre 3 e 4 de outubro de 1910, a República foi proclamada às 9 horas da manhã do dia seguinte da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa[7]. Após a revolução, umgoverno provisório chefiado por Teófilo Braga dirigiu os destinos do país até à aprovação da Constituição de 1911 que deu início àPrimeira República.[8] Entre outras mudanças, com a implantação da república, foram substituídos os símbolos nacionais: o hino nacional e a bandeira[9][10].


in http://pt.wikipedia.org/wiki/Implanta%C3%A7%C3%A3o_da_Rep%C3%BAblica_Portuguesa



Comemorações do 5 de Outubro marcadas por revolta contra fim de feriado nacional



As comemorações do 5 de Outubro vão ser, este ano, marcadas pela "revolta" contra o fim deste feriado, mas, para alguns dos que homenageiam os homens que ajudaram a implantar a República, esta história não pode acabar assim.
"Nunca pensámos que isso (o fim do feriado do 5 de Outubro) ia acontecer na República, nem estaria na nossa imaginação, por mais fértil que fosse", disse à agência Lusa, Maria Helena Corrêa, da comissão coordenadora dos Centros Escolares Republicanos, que promove uma das iniciativas.

Tal como nos anos anteriores, os homens que ajudaram a implantar a República serão homenageados numa romagem até aos túmulos dos republicanos Cândido Reis e Miguel Bombarda, no cemitério do Alto de São João, em Lisboa.

Junto a estes túmulos serão proferidos alguns discursos, entre os quais o do presidente da Associação do Registo Civil e do Livre Pensamento.

À agência Lusa, Luís Vaz disse que a sua intervenção pretende ser "um voto de protesto" e "um grito de revolta" pelo facto de "alguém ousar questionar o 5 de Outubro, que faz parte da memória histórica do país".

Os participantes pretendem ainda mostrar, nesta iniciativa simbólica, o seu "desencanto e apelo à resistência contra os que violam o que são pilares da democracia", disse.

Maria Helena Corrêa acredita que as pessoas estão "motivadas" para a importância de preservar a memória do 5 de Outubro, data que classificou de "data memorável para a História de Portugal" e que "não pode ser perdida".

A romagem segue depois para homenagear o "herói da República", Machado Santos, em memória de quem será cumprido um minuto silêncio, assim como a "todos os republicanos que fizeram o 5 de Outubro".

Das cerimónias consta ainda uma homenagem em frente à estátua do republicano António José de Almeida, em Lisboa, iniciativa do Grande Oriente Lusitano (GOL), que considera o 5 de Outubro uma "data fundamental da nossa História e à qual a Maçonaria portuguesa está intimamente ligada".

Igual ideia tem o presidente da Associação República e Laicidade, Ricardo Alves, que está convicto de que "o feriado vai continuar".

"Esta é uma página que ainda não está definitivamente virada", disse à agência Lusa, afirmando que estas comemorações são "mais necessárias que nunca".

Ricardo Alves acredita que, no próximo ano, o 5 de Outubro "ainda será feriado".

"A partir de agora passou a ser legítimo mudar de feriados, consoante as maiorias parlamentares", pelo que o presidente da ARL está crente de que, dada a "grande instabilidade" da situação em Portugal, o feriado irá manter-se.

Ricardo Alves alerta para a distância muito grande entre eleitos e eleitores, e defende que o governo esteja atento às "manifestações enormes de protesto" que têm ocorrido.

As comemorações do 5 de Outubro serão, por isso, "pela luta contra a perda de direitos e pela preservação da memória desta data, bem como de homenagem aos que tiveram a coragem" de implantar o regime republicano.

O facto de este ser o último 5 de Outubro com feriado nacional é, para o movimento cívico Não Apaguem a Memória (NAM), uma razão acrescida para as comemorações.

Na sua página na internet, o NAM afirma que "está em curso um plano político de apagamento global do passado distante, que passa, também, por escamotear a Implantação da República".

"Não permitiremos que lhe apaguem a memória! Festejamo-la, pois, numa iniciativa que queremos que seja, simultaneamente, um ato de afirmação política e uma festa republicana de celebração, de cidadania, cultural e de convívio".

Lusa



Um dia (feriado) para recordar, pois apenas irá ficar nas nossas lembranças! 
Por vontade de alguns, acaba-se a comemoração de um dos dias mais importantes para o nosso País!!

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